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Cristo Páscoa Nossa

Êxodo 12:11 diz: “Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor”.
O capítulo 12 do livro de Êxodo nos mostra como figura o que aconteceria bem mais tarde com o nosso Senhor Jesus Cristo. Neste capítulo foi instituída a festa da páscoa. Nessa festa os israelitas celebravam sua libertação da escravidão que viviam no Egito no passo em que se lembravam dos momentos dificeis que passaram por lá. Essa celebração era realizada com pão ázimo, ervas amargas e um cordeiro. Em sua instituição, na primeira vez em que a páscoa foi celebrada ocorreu a última praga do Egito, a morte dos primogênitos. Essa praga assolou toda a terra do Egito, atingindo homens e animais e só ficou ilesa a família que celebrando a páscoa usou do sangue do cordeiro nos umbrais das portas de suas casas. Este sangue serviu de sinal nas casas onde estava para que a praga ali não ocorresse.
No parágrafo acima foi falado sobre a Páscoa, mas para fazer a ligação entre essa celebração e a pessoa do Senhor Jesus é necessário voltar um pouco atrás.
Tudo começa lá no Jardim do Éden, quando homem e mulher criados por Deus, gozando de intimidade e tendo acesso ao seu Criador desobedecem a ordem do Senhor e assim cometem pecado (GN 3:6). Ao fazer isso, o ser humano perde o acesso que tinha a Deus, agora a criação está corrompida e como consequência de seu pecado deve morrer (GN 2:17) e ainda em João 8:34 o Senhor Jesus nos ensina que aquele que comete pecado se torna servo (escravo) do pecado, assim o homem estava agora sob o domínio do pecado como os israelitas na época da primeira Páscoa estava sob o domínio dos egípcios. A morte causada pelo pecado não é apenas a física (do corpo) mas também a espiritual (separação de Deus). No momento da queda seus corpos corrompidos pelo pecado podiam experimentar da morte e eles não podiam mais desfrutar do acesso irrestrito que tinham à seu criador. Mas, se o pecado geraria a morte, porque Adão e Eva não morreram de imediato? A resposta é porque havia um substituto para eles, havia alguem que pagaria a dívida adquirida pelo homem, cumpriria a sentença na qual haviam sido condenados e esse alguém era Jesus Cristo o filho de Deus. Talvez você questione, a queda do homem ocorreu milhares de anos antes da morte de Cristo na cruz então de onde vem a afirmação feita aqui? O Senhor Deus conhecendo o fim ainda no começo e não estando prezo ao tempo como nós, já sabia que o ser humano iria pecar e sabendo disso já havia providenciado a solução para este problema, podemos ler em Apocalipse 13:8 que o cordeiro (Jesus) foi morto desde a fundação do mundo. Isto não significa que Jesus morreu outra vez antes da morte na cruz, mas sim que esta morte já estava determinada desde o principio e em quanto ela não chegava haviam figuras, sombras, sacrifícios imperfeitos e passageiros (HB 10:1) que representavam o Cristo que um dia iria morrer no lugar do homem. A primeira vez que ocorreu um sacrifício assim foi logo após o pecado e podemos observa-lo em Gêneses 3:21 onde para cobrir a nudez, a vergonha de Adão e Eva, foram feitas por Deus túnicas de peles de animais e obviamente não é necessário falar que para isso antes o animal teve que morrer.
Agora, nos voltando para a instituição da Santa Céia (LC 22:7-20) vemos o Senhor celebrando a Páscoa com seus dicípulos e apontando o pão como seu corpo e o vinho como seu sangue. O Senhor Jesus é também apresentado como o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (JO 1:29). Como o cordeiro da páscoa foi morto para que os filhos de Israel vivessem, Cristo foi morto para que nós tivessemos vida, ele pagou nossa sentença de morte! Assim como a Páscoa foi o fim da escravidão de Israel no Egito, Jesus, páscoa nossa, é o fim da escravidão do salvo no pecado! Assim como a Páscoa marcava o início da caminhada de Israel até a Canaã prometida, assim Cristo marca o início de nossa caminhada à Canaã celeste, o céu, a encontrar com nosso Deus criador! Os cordeiros que eram mortos todos os anos agora não são mais necessários porque morrendo uma vez o Cordeiro perfeito é suficiente para salvar a todos, tomando sobre si a maldição que era contra nós e assim nos reconciliando com Deus (RM 5:10)
O cordeiro já foi sacrificado, “Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados”. Is 53:5, agora necessário é aceitar à Cristo como único e suficiente salvador e Senhor de nossas vidas, cordeiro de Deus que não tendo pecado algum foi condenado pelos pecados de todos os homens. E uma vez feito isso, por meio da Santa Ceia devemos nos lembrar da escravidão que enfrentamos (RM 6:16-18/20-23), da morte da qual fomos salvos, da maravilhosa Graça de Deus, da humildade visto que não nos salvamos pela força do nosso braço mas unicamente pelo sacrifício de Jesus (EF 2:8) e estar em comunhão com nossos irmãos. Em suma, devemos na Santa Ceia lembrar de Cristo.
Cristo é o sacrifício que nos fez livres.

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