Olá, que Deus abençoe tua vida. Acabei
de começar esse blog e quem o visita deve está se perguntando quem é o Ualas
Lima Damacêno. Pois bem como vocês já viram meu nome é Ualas, tenho 25 anos,
sou estudante de Ciência da Computação, membro da Igreja do Evangelho
Quadrangular e um servo de Cristo. Converti-me ao Senhor Jesus aos 13 anos de
idade, na verdade um dia antes de completar os meus 14 anos, isso no dia 16 de
maio de 2004. Então vou falar para vocês como foi minha conversão.
Antes de conhecer ao Senhor Jesus,
embora muito novo, eu sofria com perturbações, medos e pesadelos horríveis por
algumas vezes cheguei a pensar em tirar minha vida e até mesmo a preparar algo
para o fazer. desde criancinha eu sentia medo de tudo, era muito pessimista,
complexado e ainda ouvia uma voz maligna em meu coração. Essa voz me mandava
fazer coisas ridículas, coisas estas que segundo ela, se eu não fizesse algum
mal ocorreria a alguém próximo a mim. Muitas e muitas vezes não dormir a noite,
muitas e muitas vezes de tanto medo fiquei inerte deitado na cama, isso porque
segundo a voz que me perseguia se eu me mexesse algo de ruim aconteceria.
Um dia cansado de tanto me ver
sofrer meu pai, que até então não conhecia a Jesus, resolveu me levar a uma
“rezadeira” lá ela fez uma reza sobre mim utilizando galhos de alguma planta.
Em meio àquela reza uma entidade maligna se apossou dela por algum tempo.
Quando terminou ela nos mostrou o galho totalmente murcho e disse que o mau que
estava em minha vida tinha feito aquele galho murchar, ela disse também que a
entidade que estava me causando os problemas era um espírito de morto e que
para me ver livre meu pai tinha que ofertar algo no centro dela, esse algo eu
não lembro exatamente o que era, mas me parece que foi uma quantia em dinheiro
e algumas velas para serem acesas aos pés da imagem de uma determinada “santa”
católica que havia no centro dela, supostamente aquela “santa” iria se
compadecer de mim e aliviar o meu sofrimento, ela também passou uma obrigação,
disse que eu tomasse banho durante alguns dias ao ar livre às 18h em frente ao
por do sol com algumas ervas. Nós primeiros dias eu até me empolguei aquela voz
que me perturbava cessou e o medo também. Pura ilusão... meu alivio demorou uns
cinco dias. Antes desse alivio passar eu voltei ao centro com o meu pai para
levar a oferta, chegando lá fui colocado para fazer um agradecimento à “santa”,
o problema é que quando eu entrei no quarto com as imagens da santa e de outras
entidades todo medo voltou e a partir dali acabou o alivio.
Um sábado à noite, quando eu tinha
cerca de 10 anos, eu estava chateado com a minha mãe, pois havia um rodeio na
cidade e ela não quis me levar para assistir. Enquanto eu resmungava com a
minha mãe, ela disse: “Tu não que sair? Vai com Dernival para a igreja, ele
disse que lá tem um pastor que fica derrubando o povo e que faz um monte de
milagres”, Dernival é um primo que viveu por alguns
anos conosco. Eu fiquei curioso e empolgado para ver o que
acontecia na igreja, perguntei mais sobre como era para o meu primo (Dernival),
e fui para a igreja com ele. O clima na igreja, Igreja do Evangelho
Quadrangular, era fantástico, lá eu senti uma paz que eu nunca tinha sentido
antes. Chegado o momento da oração, o pastor Isaias Reis, que fazia uma
campanha lá, mandou que todos dessem as mãos e fechassem os olhos, quando ele
começou a orar eu comecei a me sentir mal, fiquei tonto e quando eu fechava os
olhos não conseguia ficar em pé e com medo abri os olhos varias vezes. Ao
termino da oração o pastor chamou a frente todos que tinha se sentido mal
durante a oração, eu disse a meu primo “Dernival eu me senti mal, o que eu
faço?” Ele mandou que eu fosse até a frente, assim eu fui o primeiro a ir até o
altar. Outras pessoas foram em seguida e nós recebemos uma oração de quebra de
maldição. Naquele momento eu me liguei em Deus não abre mais os olhos, não
passei mal novamente e quando terminou a oração eu tinha a certeza que algo
tinha mudado em minha vida, eu tinha a certeza que o que havia de ruim em mim
havia ido embora. Ao chegar em casa, eufórico com tudo o que eu vi acontecer na
igreja e na minha vida, eu contei tudo para minha mãe e especialmente para o
meu pai (que era extremamente pessimista, maldizente, idolatra e por vezes
perdia o sono cheio de preocupações), e falei para que ele fosse também à
igreja no outro dia, pois Deus iria dar um jeito na vida dele também. Meu irmão
concordou e disse “ai Gilberto tu só fica falando besteira vai lá também”,
lembro-me muito bem da resposta de meu pai “Se eu quiser ir atrás de macumbeiro
eu vou em tal bairro na casa de fulano
de tal”. Depois disso meu pai foi dormir, mas no dia seguinte ele
disse que iria a igreja para ver se o pastor “fazia alguma coisa mesmo”, ele
foi e não quis voltar mais, começou a frequentar a igreja constantemente e após
uns três meses ele se converteu a Cristo. Já eu… passou a campanha e deixei de
frequentar a igreja. Fui a mais um ou dois cultos. Minha mãe que fazia os
chamados encontros, que eram reuniões católicas feitas em casas, me perguntou
se eu não queria ser coroinha do padre, eu criança logo fiquei animado com a
ideia, enchi minha mãe de perguntas, ela me disse que alguns amigos meus eram e
que eu iria ficar ajudando o padre na missa, iria vestir uma roupa igual a do
padre e etc. Eu pensei se seria melhor eu ficar indo na igreja Quadrangular, ou
se era melhor eu ir na Igreja Católica e ser reconhecido por todos. Como
criança não pensei duas vezes, falei que eu queria ser coroinha.
Assim eu comecei a ser frequente nos
encontros, fazia estudos com os outros coroinhas com o padre (Padre pelo qual
tenho muito respeito e apreço), fiz a catequese, primeira comunhão, auxiliava o
padre nas missas tanto na sede do município quanto nos povoados. Discutia muito
com o meu pai sobre religião e dizia que ele iria para o inferno porque a
verdadeira igreja era a Igreja Católica e todas as outras eram do diabo. Na
minha cabeça eu estava fazendo a vontade de Deus e de fato eu queria agradar a
Deus quando estava na Igreja Católica. Mas a minha vida não mudava, depois que
eu parei de frequentar a igreja Quadrangular o medo que eu sentia começou a
voltar aos poucos, aliás, havia um lugar na igreja matriz em que eu tinha medo
de ficar sozinho, só ficava lá se houvesse alguém
comigo, esse lugar era um quarto da igreja onde nós nos preparávamos para a
missa, e o problema dele é que lá estavam muitas imagens, e essas me fazia
temer. O padre dizia que eu não tinha que ter medo dos “santos”, que eles
tinham sido mártires, pessoas que tinham dedicado suas vidas a Deus, mas o medo
e a voz que falava ao meu coração só pioravam.
O padre pagou uma aula de teclado
para que eu tocasse na igreja e passado algum tempo comecei a tocar. Logo
depois, lamentavelmente, o pai do padre veio a falecer e por isso ele, que era
espanhol, voltou à sua terra para ficar com sua mãe. Essa noticia deixou a mim
e a meus colegas tristes, pois o padre Xavier era uma pessoa muito querida.
Após o padre ter ido embora eu não
tinha mais a mesma vontade de ir à igreja e antes disto às vezes eu fazia
visitas à igreja Quadrangular com meu pai e lá ouvia uma palavra de vida, uma
palavra de mudança e via milagres acontecerem. Minha vontade não era deixar de
ser católico o que eu queria era que na Igreja Católica existissem as mesmas coisas
que eu encontrava na Quadrangular, queria ver uma palavra vivia de
transformação, libertação dos oprimidos e cura dos enfermos eu almejava não por
um Deus ausente, mas por um Deus vivo e presente.
Nesse tempo houve um festival de
cachorro quente da igreja Quadrangular em uma praça da minha cidade, meu pai
comprou um tíquete para mim, um para minha irmã, um para minha tia Silva, que
na época estava morando conosco, e um para ele. Por conta de eu ser uma pessoa
religiosa, eu ainda resistia em ir a igrejas evangélicas. Nessa noite eu só fui
ao festival porque meu pai me obrigou.
No entanto ao decorrer do festival
o Espírito Santo começou a trabalhar em minha vida, e mesmo sem que eu ainda o
conhecesse, Ele falou comigo! O Espírito Santo falou para mim que ele iria me
dar o prêmio do festival (um violão Tonante), mas muito mais que isso ele
estava me convencendo do pecado e falando para mim que eu entregasse minha vida
ao Senhor Jesus. O interessante é que toda desculpa que eu em meu coração dava
a Deus para não me converter, Deus de imediato usava o pregador para rebater e
mostrar o contrário da minha desculpa. Naquela noite eu fiquei em cima do muro,
como Deus disse eu ganhei o violão, porém eu não me converti, agora eu estava
decidido a me converter e com sede de fazê-lo, mas a vergonha do que os outros
iriam pensar, iriam dizer me levaram a sair daquele lugar sem aceitar a Jesus
Cristo.
Após a volta do padre para a
Espanha eu passei por um dos piores momentos da minha vida o medo se apoderou
de mim de maneira terrível eu comecei a chorar e fique inerte na cama. O pastor
Joseval, estava perto da minha casa neste dia, e meu pai me perguntou se eu
queria que ele o chamasse para orar por mim, isso era tudo o que eu queria
naquele momento, eu sabia que o pastor era um homem de Deus e que o mau que
estava em minha vida não podia nem de longe se comparar ao poder de Deus que
havia naquele homem.
Porém com medo do dono da voz que fazia ameaças no meu coração e
também com vergonha de admitir que a igreja Quadrangular fosse de Deus (pois
por muito tempo eu dizia o contrário) e que eu queria a oração do pastor, eu
não respondi nada. Diante de meu choro sem resposta meu pai foi chamar o
pastor.
Quando meu pai saiu, minha mãe
veio até mim e disse: “Tá vendo era isso que você estava atrás”, isso porque
ela pensava que eu não queria que o pastor viesse e que o meu medo era algo
voluntário, que eu poderia dominar sozinho. Quando eu ouvi a voz do pastor, “ufa”,
senti um grande alivio, a força maligna que me prendia sumiu, o choro cessou e
eu senti coragem para me levantar e ir até o pastor. Ele passou uma palavra de
Deus para mim e fez uma oração, esse foi o fim do meu sofrimento, todo mau que
possuía a minha vida foi embora, eu comecei a vencer meu preconceito de ir à
igreja, a vergonha e o temor do que as lideranças católicas da minha cidade
iriam falar. Comecei a ir à igreja constantemente.
Logo depois do acontecimento
escrito acima, o pastor presidente da IEQ na Bahia, Valdemar Jacinto, estava
visitando a igreja em minha cidade, depois do culto meu pai me levou até ele e
contou a minha história. Ele passou uns trinta minutos me evangelizando, contou
a história de um ex-padre que havia se convertido em Salvador, pregou sobre a
adoração a imagens de esculturas e muito mais. A partir daí eu não tinha mais
duvida alguma de que o que eu queria era servir a Deus e queria ter sobre a
minha vida o mesmo poder que era sobre a vida do pastor Joseval. Embora eu
tivesse certeza do que eu queria ainda resistia em me converter, pois queria
falar com o padre antes, afinal ele tinha pagado um ano de aula de teclado para
que eu tocasse na igreja Católica e eu o considerava muito.
Passou mais um tempinho e num
domingo dia 16 de maio de 2004 eu fui até à frente para receber uma oração por
conta do meu aniversário que seria no outro dia, na segunda. Como já disse, eu
queria muito me converter, mas não ter conversado com o padre me prendia. Só
que naquela noite o obreiro Manoel Messias, hoje vereador em minha cidade,
também estava recebendo a oração pelo seu aniversário. Com a gente já no altar
o pastor fez o apelo, eu queria me converter, mas me segurava. Nesse dia o
pastor insistiu bastante no apelo e me parece que o Messias, que estava do meu
lado, percebeu que eu queria, então perguntou a mim, eu disse a ele que não,
ele entendeu que sim e falou para o pastor na frente de toda a igreja. O pastor
me perguntou, usando o microfone, ai pensei comigo: “ora, isso é o que eu
quero, além disso, dizer não agora tá complicado rsrs, vou aproveitar a oportunidade”,
e ainda tinha a vergonha de dizer não naquela situação, então eu disse que sim.
Embora tenha acontecido sem eu ter de fato dito sim quando o obreiro perguntou
quando o pastor perguntou eu respondi que sim e tive convicção, eu estava
consciente do que estava fazendo. Então recebi a oração por está me convertendo
e por está aniversariando.
Então nas minhas objeções consegui
um empurrãozinho “kkkk”. Desse dia para cá me
firmei em Cristo fui batizado nas águas no mesmo ano, fui batizado com o
Espírito Santo no início do outro, preguei pela primeira vez ainda com os meus
14 anos, fui consagrado a obreiro com 15 anos, estive a frente de um projeto
missionário, fui líder da juventude e participei do louvor da igreja e tenho
vivido muitas vitórias em minha vida. Porém ressalto que passei por fraquezas
cheguei muito perto de me desviar, cheguei a entregar os cargos que tinha na
igreja, mas pelo amor e misericórdia de Deus voltei a me dirigir ao alvo da
nossa fé, numa caminhada que não é fácil onde temos que escolher a Cristo e
dizer não para nós mesmos todos os dias.
Agora com esse blog quero cumprir
o ide de Jesus e alcançar vidas tanto daqueles que ainda não conhecem a Jesus
quanto dos irmãos que precisam sempre ser edificados. Com esse blog vamos fazer
a obra de Deus e assim desfazer as obras do diabo.
Aqui está meu testemunho, claro
que de forma resumida e eu o encerro com a letra de um hino que falou muito
comigo quando me converti e até um pouquinho antes. A paz esteja contigo.
Os que confiam no Senhor
São como os montes de Sião
Que não se abalam
Mas permanecem para sempre
Como em volta de Jerusalém
Estão os montes
Assim é o Senhor
Em volta do seu povo
Autoridade e poder
O domínio em suas mãos
Pois o Senhor é Deus
O Senhor é rei dos povos
Calem-se diante dele a terra
Dobrem os joelhos
Ergam as mãos
Pois o Senhor é Deus
O Senhor é rei dos povos
Não dá
Sem Jesus não dá
Não dá
Sem Jesus não dá
Para ser feliz
Sem Jesus não dá
Para ser feliz
Sem Jesus não da
(Autor
Desconhecido)

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